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Planejamento Financeiro Pessoal e Familiar: O Guia Definitivo [2021]

Você já pensou em fazer um planejamento financeiro pessoal e familiar?

Compras por impulso?

Dívidas?

Aumentar o salário?

Criar uma renda extra?

Falta de conhecimento?

Ter mais tempo para cuidar das suas finanças?

Esses são os seus problemas quando o assunto é finanças pessoais? Então saiba que você não está sozinho!

Milhares de brasileiros já passaram por essa situação e vou te mostrar que existe uma solução! Realizamos um guia definitivo do planejamento financeiro pessoal com todas as informações que você precisa colocar em prática para simplificar e organizar sua vida financeira de uma vez por todas.

Então, se você ainda tem dúvidas sobre se precisa de um planejamento financeiro pessoal e familiar ou se já percebeu que que precisa tomar medidas sobre o assunto, convido você a iniciar agora mesmo a leitura.

Planejamento financeiro

Dê o primeiro passo para o seu planejamento financeiro

Primeiro, parabéns por iniciar um planejamento financeiro! Se você está lendo esse Guia Definitivo é porque entendeu a sua devida importância. Dar o primeiro passo para o controle financeiro pessoal e familiar é de suma importância para sua saúde financeira e até mesmo mental.

Você já se perguntou sobre o que é o planejamento pessoal e familiar? O que é consultoria financeira pessoal? Então você irá descobrir todas as respostas neste artigo. Mas para adiantar, você sabe por que o planejamento financeiro é importante?

Saiba que enquanto nos Estados Unidos 30% dos americanos têm um planejador financeiro profissional, no Brasil, apenas 6% da população tem plano de previdência privada (não temos dados sobre planejamento, mas podemos deduzir a partir dessa informação). 

8 motivos para ter um profissional de finanças pessoais

Inclusive, 70% dos brasileiros estão endividados, informação que demonstra o quanto a educação financeira em nosso país é precária. Já em relação aos dados sobre brasileiros que investem, poucos são os que analisam a rentabilidade e juros real de cada investimento.

planejamento financeiro

Conheça os motivos para ter um planejamento financeiro pessoal e familiar

O planejamento é traçar em cima de um mapa os movimentos que devem ser realizados para chegar ao destino desejado. Ao longo do tempo é possível verificar qual o melhor caminho, definindo, assim, quais desvios são necessários realizar para que o objetivo seja alcançado com êxito. É durante esta jornada que os planos são alterados ou revisados.

Por se tratar de pessoas e famílias diferentes, cada um tem necessidades e desejos distintos. Por isso, cada mapa é único e deve ser seguido na velocidade que for melhor para cada um. Afinal, como o velho conceito já diz: “não adianta usar um carro esportivo em uma estrada de terra”.

Mas, afinal, como fazer um planejamento pessoal e familiar? Em resumo, deve-se analisar as entradas e saídas do indivíduo ou familiar (recursos), traçar os objetivos e, por fim, executar a alocação dos investimentos da melhor forma. Esses 3 passos são simples, porém nem todos estão preparados para realizarem. 

É importante que esses passos tenham suas subcategorias dentro do planejamento para ficarem completos. Assim, as áreas a serem discutidas são:

  • Gestão Financeira: orçamento e fluxo de caixa;
  • Investimentos: definição do perfil do investidor e alocação de seus recursos;
  • Planejamento de Aposentadoria – Liberdade Financeira: ter o valor que se deseja para usufruir a melhor idade;
  • Riscos e Seguros: alicerce que irá manter todo o restante;
  • Sucessão Patrimonial: transferência de recursos para sucessores.

Seguindo a metodologia CFP®: Após estabelecer e definir o escopo, coletar as informações do cliente, analisar e realizar um diagnóstico da vida financeira, desenvolver as recomendações, em seguida, deve-se implementar as recomendações. Assim, por último, haverá um ciclo que reinicia as revisões da situação do cliente.

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Análise da gestão financeira: orçamento e fluxo de caixa

Assim como um check-up da sua saúde com um médico é de extrema importância realizar esse check-up financeiro. Nesta etapa é preciso reunir todas as informações pertinentes para o planejamento, pois somente assim você irá saber o que fazer. Então, se faça as seguintes perguntas:

  • Você sabe qual a sua renda hoje?
  • Sabe quanto é seu custo de vida hoje?
  • Já parou para contabilizar o quanto você gasta em cartão de crédito?
  • Você consegue se planejar para investir ou poupar?
  • Consegue se planejar para realizar compras de maior valor como um carro, uma casa, uma viagem etc.?

Ponto de Partida: Como está hoje o seu planejamento financeiro pessoal e familiar?

Poupador vs Tomador

Com essas informações podemos levantar o primeiro ponto: você é poupador ou tomador? Se consegue poupar algum valor, então você tem luz verde para a próxima etapa. Agora, se você tem gastado mais do que ganho, será necessário revisar seu custo de vida.

Custo de vida

Já parou para pensar onde você tem gastado o seu dinheiro? Não? Então procure separar por despesas fixas e despesas variáveis. Feito isso, divida em despesas obrigatórias e não obrigatórias. Assim, você terá 4 tipos de despesas categorizadas, sendo elas as despesas:

  • Variáveis obrigatórias;
  • Fixas obrigatórias;
  • Variáveis não obrigatórias;
  • Fixas não obrigatórias.

Com esses valores – quanto mais no detalhe, melhor – você terá um raio-x das suas contas. 

Assim, somente nesta etapa já será possível verificar os gastos desnecessários (despesas variáveis não obrigatórias e despesas fixas não obrigatórias). Porém, se você ganha mais do que gasta, está satisfeito com sua capacidade de poupar e tudo isso faz sentido para você, então não é obrigatório reduzir essas despesas. 

Então, com esses números no papel e analisando o quanto é necessário para se manter em caso de uma emergência ou qualquer ocasionalidade, é possível quantificar sua reserva de emergência. Lembrando que este valor deve estar entre 3 a 12 meses do seu custo de vida, com prazo médio de 6 meses. No caso de autônomos e empreendedores, é fundamental importante separar a pessoa física da jurídica.

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Ciclo Financeiro

Agora, faça uma reflexão sobre onde você está no seu ciclo financeiro. 

Criado por Franco Modigliani, o ciclo financeiro traz um modelo ou hipótese sobre qual momento você está na sua vida financeira. É importante ter esse autoconhecimento para que você possa compreender melhor sobre seu planejamento de projetos e planos que falaremos mais à frente.

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  • Você planeja mudar de emprego?
  • Está almejando uma promoção ou está em vias de receber um aumento de salário?
  • Tem em mente empreender ou fazer uma transição de carreira?

É de suma importância ter essas reflexões para projetar os fluxos de caixa e verificar se é necessário aumentar ou reduzir sua reserva de emergência. Sabendo em que momento do ciclo financeiro você se encontra, pode-se verificar quantos anos ainda há pela frente e possíveis aumentos/reduções de renda.

Ativos vs Passivos

Nessa etapa, também é possível analisar seus ativos e passivos (imóveis, móveis, dívidas e patrimônio financeiro), além de verificar o nível de imobilização e liquidez que possui. 

Uma conta interessante é fazer diferença entre ativos e passivos, ou seja, 

Patrimônio líquido = ativos – passivos 

Se o valor do patrimônio líquido for negativo ou a porcentagem de ativos for maior que 50% dos patrimônio líquido, uma luz amarela deve acender.

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Por que é importante avaliarmos a imobilização do patrimônio?

Muito comum com o passar da vida haver o aumento de patrimônio além da busca por segurança para pegarmos o caminho da imobilização do patrimônio. 

Não nos damos conta disso até precisarmos de liquidez. É quando acabamos precisando liquidar rapidamente esses ativos e a experiência nos diz que não é a melhor estratégia a ser seguida.

Por isso, tendo o valor do patrimônio total e o tipo dele, sabemos através dessa análise o quanto é necessário termos disponível. Assim, também conseguimos verificar qual o melhor tipo de investimento, se for essa opção da pessoa e família.

Como ter uma mentalidade para aumentar o patrimônio?

Projetos e a aposentadoria: Liberdade Financeira

Para o último passo dessa primeira etapa, temos os projetos e projeções de vida com o objetivo de atingir a liberdade financeira.

Chamamos de projetos tudo aquilo que pretendemos fazer além dos nossos custos de vida. 

Seja uma reforma da casa, troca do carro, viagem com a família, cursos e outros investimentos em educação que se forem planejados podem ser realizados com o mínimo de capital possível, além de proporcionar  uma rentabilidade quando bem alocados. Por isso é preciso colocar no papel todos os projetos para os próximos 5 anos.

Pense no futuro

Todos nós possuímos ambições e planos para encerrar as atividades laborais ou pelo menos reduzir. Então não se engane, em algum momento da vida teremos que reduzir as horas trabalhadas por motivos de saúde, disposição ou por escolha – teremos netos, bisnetos e vamos querer desfrutar de tempo para família ou para nós mesmos após uma vida profissional.

Há quem diga que não irá parar de trabalhar. É entendido que com o aumento da expectativa e qualidade de vida, muitas pessoas continuem no ambiente de trabalho para se sentirem “úteis”, mas é adequado pensar que você fará isso por escolha e não por necessidade

Dito isso, é necessário pensar em uma idade para usufruir dessa renda e patrimônio que você adquiriu durante a vida. Dessa forma, avalie uma idade ideal para começar a resgatar seu custo de vida para o período, onde gostaria de morar e qual patrimônio teria e se realizaria a sucessão.

Eu sei, não são reflexões fáceis para quem está no começo ou já tem algum patrimônio precisar pensar em aposentadoria e sucessão tão cedo. Mas ter algo em mente desde já, pode colocar um objetivo a ser atingido e projetar o que será necessário realizar para alcançar a liberdade financeira. 

Lembre-se: apoiar-se ou acreditar que o sistema previdenciário público irá garantir um futuro tranquilo não é uma opção segura e nem mesmo inteligente.

Plano financeiro: estratégias e ações sobre quanto investir vs quanto reduzir

Feitas as primeiras considerações e reflexões, agora você já deve saber onde está – ou pelo menos ter uma ideia – e ter uma consciência financeira maior do que quando começou.

Então, vamos partir para as estratégias e plano de ações para alcançarmos os objetivos definidos.

Como fazer para estar próximo do seu ciclo financeiro

A resposta é simples: ter o máximo de renda possível, o menor custo de vida necessário para que assim maximizar a poupança, e conseguir estar acima do seu ciclo financeiro. OK, eu sei que temos prazeres e necessidades no presente que devem ser saciados.

“O melhor momento para investir foi ontem, o segundo melhor é hoje e o pior é amanhã.”

Gosto dessa frase porque ela resume algo importante: A mágica dos juros compostos. Uma frase, cuja autoria supostamente é de Albert Einstein, afirma que os juros compostos são a 8º maravilha do mundo. E eu concordo.

Do mesmo jeito que juros a serem pagos podem se transformar em bola de neve contra você, quando tem-se os juros a seu favor eles se transformam em ativos que facilitam os seus projetos. O objetivo é sempre estar acima da linha do seu ciclo financeiro e realizar seus projetos de forma que retorne à linha, mas nunca abaixo dela.

Realocação de Ativos: Projetos / Adequação Perfil de investidor

A primeira ação é montar a sua reserva de emergência. Esse é o seu colchão de segurança para que em qualquer eventualidade você não precise recorrer a dívidas, financiamentos, parcelamentos, etc. 

Aprenda a buscar sempre por liquidez e o mínimo de risco. Tenha também rentabilidade apenas para manter o poder de compra. Por exemplo: tesouro Selic pós fixado, CDB, Fundos Multimercado ou Renda fixa – todos com liquidez diária ou conforme perfil.

Então, para partirmos aos investimentos de maior prazo, se faz necessário considerar o perfil do investidor, que tem por base um formulário obrigatório que é preenchido Neste documento é informado qual o perfil do investidor (conservador, moderado ou arrojado), além de facilitar no auxílio de alocação dos ativos.

Conforme os projetos que planejamos para os próximos 5 anos, colocamos os valores em “caixas” ou “gavetas” divididas em 3, sendo elas os projetos de curto prazo (1-2 anos), os projetos de médio prazo (3-4 anos) e os de longo prazo (+5 anos). Devemos alocar os valores conforme essa liquidez.

Com essa estratégia de investimentos, fica fácil chegar a uma rentabilidade. Dessa forma, podemos fazer a conta contando com os rendimentos que teremos, assim estamos utilizando os juros a nosso favor, alocamos conforme a necessidade e liquidez. Além disso, quando chegar a hora de realizar o projeto, o dinheiro estará disponível.

Mas e se o projeto mudou e ou temos outra prioridade?

Entendo que após 2 ou 3 anos – às vezes até antes de 1 ano – mudamos nossas prioridades e o que parecia ser um projeto útil, agora não é mais necessário. Nesse caso, pode-se reinvestir em outro projeto no presente ou futuro.

Mas o importante é que sua rentabilidade foi reduzida (por conta do período curto investido) em apenas uma parte do seu patrimônio e não em sua totalidade, caso não tivesse optado pelo sistema das “caixinhas”. Entendeu?

Nesse tipo de ativo, buscamos a rentabilização com a adequação à liquidez. Além de fundos de renda fixa e multimercados, títulos públicos e privados.

Liberdade financeira através do planejamento financeiro pessoal e familiar

Por último, mas não menos importante temos a última alocação – e a maior delas. Quando falamos em reduzir ou poder escolher o quanto e como trabalhamos, é da liberdade financeira que falamos – alguns falam de aposentadoria também.

A liberdade financeira é um número, que realizamos a conta de trás para frente. Dessa forma, é possível avaliar qual a necessidade do custo de vida nessa etapa e o tempo de vida. Assim, podemos chegar em um número que será atingido para poder usufruir até o final.

Não vou poupar (com o perdão do trocadilho) vocês e dizer que é um número baixo – normalmente está acima de 1,5 milhão, mas é esse o seu objetivo. Você tem. Então agora é o momento de arregaçar as mangas e fazer isso acontecer.

O que precisamos é fazer com que esse número do futuro esteja presente em nosso dia-a-dia. Quando não queremos revisar nossos gastos, quando pensamos em fazer um investimento sem avaliar conscientemente as razões disso, precisamos pensar no longo prazo.

Nesse tipo de investimento se enquadram a maioria dos investimentos (aqui buscamos o máximo de rentabilização, mas principalmente ganhar da inflação) sempre levando em consideração o perfil de risco do investidor. 

Também são considerados os títulos públicos e privados indexados à inflação, fundos multimercados, ações e cambiais, fundos de investimentos imobiliários – participações societárias entre outros.

Proteção de riscos com planejamento financeiro pessoal e familiar

Agora que fizemos o ataque, precisamos pensar nas defesas desses investimentos e patrimônio. Não é rotineiro pensarmos em sinistros em nossas vidas. Mas ter esse pensamento em mente agora se faz necessário para manter os projetos e custos de vida para nós e entes que permanecem.

Atualmente, a taxa de inventário calculado é em cima de 12% do valor do patrimônio, ou seja, para um patrimônio de R$ 1.000,00 precisamos de R$ 120.000,00 líquidos para realizar as ações necessárias e movimentar o patrimônio. Geralmente é mais do que as famílias têm disponível. Por isso, um seguro é importante.

Da mesma maneira que temos seguros para carros e imóveis, é necessário ter um também para nossas vidas. Eventualidades podem ocorrer, mas nem sempre queremos pensar nisso. Porém, há uma chance de acontecerem e estar preparado vai aliviar a delicadeza que o momento exige e facilitar todos os trâmites necessários.

Por isso, minha sugestão é: consulte um agente de seguros e contrate um produto que faça sentido para você e para que os membros da sua família fiquem resguardados. Pense como é o seguro de carro, casa ou até plano de saúde: você não quer usar, mas quando precisa agradece que contratou.

Capital financeiro x capital humano

Este é o conceito fundamental para que você possa entender sobre a necessidade de um seguro de vida. 

Assim, definimos como capital humano os valores referentes aos salários que você receberá. Muitas pessoas poupam através do capital humano para que, no futuro, o seu capital financeiro possa ser maximizado. Assim, através da soma desses dois valores, temos o valor da riqueza total.

De forma simples, podemos perceber que para quem está chegando agora no mercado de trabalho, o seu valor de capital humano é bem maior do que daqueles que estão em processo de aposentadoria. Veja a conclusão mostrada claramente no gráfico a seguir.

Assim, é visto que o seguro de vida junto ao planejamento e controle financeiro. Então, para evitar que o capital financeiro também tendência a zero caso ocorra alguma fatalidade com um membro familiar que traz renda mensalmente para casa.

Em outras palavras, o seguro é fundamental para aqueles que estão em processo de construção de suas riquezas, ou seja, quando o seu capital humano é alto e seu capital financeiro ainda é baixo. Contudo, aqueles que já estão no processo de aposentadoria concedido, não necessitam mais de uma apólice. Afinal, o objetivo do seguro é proteger o capital humano.

Plano de ação para o planejamento financeiro pessoal e familiar

São muitas ações a realizar, não é mesmo?

Mas não se faz necessário realizar isso do dia pra noite. Se fizer, ótimo. Porém, não é o que a experiência nos diz.

Então, crie um plano de ação, coloque em suas ações as datas a serem atingidas. Por exemplo, o montante para reserva de emergência pode ser que não tenha de imediato. Dessa forma, coloque metas para atingi-lo rapidamente.

Assim que atingir, passe para os projetos de curto prazo, até completar os de longo prazo. A partir daí ,você “enche” o seu reservatório de liberdade financeira – ou como alguns preferem, aposentadoria.

Agora, se você não possui segurança em realizar este passo sozinho, já ouviu falar sobre um consultor financeiro pessoal e familiar? Sabia que este é o responsável por te ajudar a pensar nas melhores formas de como controlar os gastos financeiros, te trazendo um maior controle? 

Isso traz ganhos futuros para o presente. Dessa forma, você passa a ter a mentalidade de ter uma vida mais regrada no presente para usufruir também no futuro, mas isso é assunto para a próxima etapa.

Acompanhamento: Revisão Periódica do planejamento financeiro pessoal e familiar – Prestação de Contas

Chegamos à terceira e última etapa do planejamento financeiro. Agora você já tem seu plano de alocação de ativos com a reserva de emergência e projetos em mente. Além disso, também já tem um valor pré determinado para ser atingido para sua liberdade financeira e uma proteção em caso de qualquer eventualidade. Inclusive, está com o pensamento firmado de longo prazo e tudo projetado. 

Agora você guarda isso na escrivaninha e só olha quando for se aposentar. ERRADO! Para planos e projetos de curto a longo prazo é necessário revisão periódica.

Mas por quê o acompanhamento do planejamento financeiro pessoal e familiar é importante?

Estamos sempre avaliando novas oportunidades e projetos que fazem mais sentido. Postergue a troca do carro por um modelo melhor ou a reforma da casa que precisa adiantada, pois a aplicação teve um rendimento extra.

Precisamos também estar de olho na economia brasileira. Se entrássemos em uma máquina do tempo e fôssemos para a década de 90, época em que a bolsa de valores estava engatinhando no Brasil, aplicações overnight, renda fixa de 22% a.a. além da inflação. Caso afirmarmos que estaríamos com a taxa de juros a 2% a.a. em 2020, ninguém acreditaria. Nos chamariam de malucos.

Historicamente, a volatilidade da economia brasileira é alta. Cenários são alterados rapidamente. Por isso, manter uma periodicidade de revisão das finanças é interessante.

Minha sugestão: faça uma prestação de contas com o cônjuge, a família ou até um amigo de confiança. Coloque suas premissas e, mais importante, revise seus gastos.

Gosto da frase do consultor Falconi: “custo é igual unha, sempre tem o que cortar”. Ao longo do tempo vamos acumulando assinaturas, gastos que ficam “automáticos” e às vezes não utilizamos. Por isso é importante revisá-los periodicamente.

Além dos gastos, a prestação de contas com alguém faz com que você reflita a direção dos seus projetos e planos. O quanto você está realizando e o quanto você procrastinou para isso acontecer.

Vale a pena avaliar a contratação de um planejador financeiro pessoal, que é o profissional mais capacitado para isso. Da mesma forma que um personal trainer ou nutricionista, está para acelerar e mostrar o caminho mais rápido para melhorar seu condicionamento físico e sua saúde, o planejador é para as finanças pessoais.

Conclusão

Pelo que descrevemos aqui nesse guia, você pode avaliar que o planejamento financeiro pessoal  e familiar é para todas as pessoas. Quebramos o mito que é para as pessoas que ganham muito ou estão endividadas. No final, os custos e problemas serão proporcionais.

O que queremos com esse artigo é que mais pessoas tomem consciência financeira e comecem a desenhar seu futuro com um planejamento financeiro.

Sei que é difícil e temos certo tabu para pensar em dinheiro, no futuro e, principalmente, em sucessão. 

O brasileiro, em geral, ficou acomodado pelas situações que coloquei acima. Porém, temos que ter planos para estarmos mais preparados e caso – ou quando – essas adversidades ocorrerem teremos o melhor plano para executar.

Então, se você possui alguma dúvida sobre este assunto ou tem alguma sugestão de planejamento para compartilhar, sinta-se à vontade para entrar em contato conosco através do e-mail ou deixe o seu comentário aqui embaixo.